Arrecadação tributária do segmento Internet

Arrecadação tributária do segmento Internet

As empresas do segmento da Internet já demonstram participação considerável na arrecadação tributária brasileira. Até maio de 2015, uma pesquisa feita pela Abranet ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), mostrou faturamento no valor de R$144,7 bilhões, o que corresponde a 1,6% da arrecadação de impostos.

 

Durante o período de 2012 a 2014, o segmento Internet aumentou o faturamento em 50,1%. Com a expansão, número de estabelecimentos cresceu 27,56% e o número de postos de trabalho 17,5%. Consequentemente, passaram a recolher mais impostos e foram para o 14º lugar no ranking de recolhimento de tributos federal. [1]

 

O levantamento chegou à conclusão de que a carga tributária (arrecadação / valor adicionado) do setor deu um pulo de 35,7%, em 2000, para 37,6% em 2015. No ano de 2010 existiu uma redução na arrecadação de tributos dos segmentos de representação da Abranet com a introdução da Lei Complementar 123/2006.

 

Essa lei, também conhecida como Lei do Simples Nacional, determinou a desoneração de folha de pagamento, que promoveu uma redução direta na carga tributária sobre o valor adicionado. [2]

 

Logo, a participação dessas empresas na arrecadação federal de 2015 foi de 1,293%. Ou seja, a cada R$100,00 de todos os tributos recolhidos aos cofres públicos, R$1,29 foram delas.

 

Em entrevista, Eduardo Parajo, presidente da Abranet, comenta o crescimento, em meio à crise:
“O próprio mercado enxerga que tecnologia e informação podem ser uma técnica para inovação. (sic) Então, a internet está cada vez mais presente na vida das pessoas, elas precisam mais da internet para fazer as suas coisas cotidianas, seja também no lazer, então, acredito eu, que o mercado de tecnologia não está sendo tão afetado justamente por estar sendo cada vez mais necessário ter a tecnologia para o país desenvolver.
Parajo também fala de ser empreendedor e ver como oportunidade:
“Você pode reparar que já existia um crescimento e esse crescimento declinou muito pouco. As pessoas estão vendo start up e inovação como uma oportunidade de empreender. Acho que a tecnologia, avanço de aplicativos, conteúdos, cada vez mais a quantidade de coisas que a gente consegue fazer pela internet, realmente cria uma atenção das pessoas que estão em outras áreas, que às vezes até foram demitidas, e chama a atenção para empreender nesse local.”
Portanto, o crescimento tem mostrado a importância que o segmento está conquistando tanto na do país economia, quanto para quem deseja empreender.

 

Fonte:

Convergência Digital

Abranet

 

[1] O IBPT considerou no estudo as empresas do segmento de representação da Abranet, incluídas nas divisões 61, 62 e 63 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAEs).
[2] O Simples Nacional é um regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, previsto na Lei Complementar nº123, de 14 de dezembro de 2006.